Grupo de comerciantes realiza protesto contra CET e prefeitura.
Mais de 500 comerciantes do Carrão, liderados por uma comissão, realizaram, no dia 25 de outubro, às 17h, um protesto com uma manifestação pacífica na Av. Conselheiro Carrão, altura das ruas Dentista Barreto e Atucuri.
O motivo do ato deu-se pela decisão tomada pelo CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) ao implantar as placas de ‘proibido estacionar’ o dia todo ao longo da via, deixando todos os comerciantes sem opção para receberem seus clientes, e em consequência, a grande maioria deles tiveram seu faturamento reduzido para mais de 50%.
Após várias reuniões, a última delas em 18 de outubro, com um representante da CET, foram expostas as reivindicações.
Para adequar a situação dos comerciantes, eles pediram para que ao menos mantivessem o estacionamento dos carros fora do horário de pico dos ônibus até o final do ano, para salvar o faturamento, já que o Natal se aproxima. O representante do CET, Sr. Joaquim, se propôs a levar a ideia e adequar a situação até o final do ano para depois estudar a viabilidade das mudanças. Segundo os comerciantes, nada disso foi respeitado, culminando a manifestação do dia 25 de outubro.
Os comerciantes concordam com a faixa exclusiva das 6h às 9h no sentido centro, desde que das 9h às 13h se permita o estacionamento para carga e descarga e após as 13h permita-se o estacionamento para carros particulares. No sentido bairro, a solicitação dos comerciantes é a mesma, mas com outro horário: das 6h às 13h que permitam o estacionamento de carros particulares, das 13h às 17horas permitir a carga e descarga. Das 17h às 20h, o uso exclusivo seria para os ônibus.
Porém, os comerciantes e sua comissão exigem a não implantação da Zona Azul nas ruas transversais, a proibição de manobras à esquerda de quem circula pela avenida, devendo o motorista fazer os retornos em semáforos. Solicitam também o controle da velocidade dos ônibus na faixa, já que alguns desenvolvem velocidade acima de 60km/h, podendo causar acidentes fatais como já aconteceu, proibir a ultrapassagem entre os ônibus e exigir que estacionem de forma correta sem comprometer a outra faixa em parada para os passageiros.
Os comerciantes alegam que caso estes pedidos não sejam atendidos, outras manifestações acontecerão, até que alguém responsável resolva a situação e se prontifique a atender a solicitação. Os comerciantes lembram ainda que, se essa situação persistir sem mudanças, num futuro breve de no máximo 90 dias, mais de 30% dos comerciantes terão suas portas fechadas e seus funcionários dispensados. “Basta ver o quadro caótico da Av. Celso Garcia com os comércios comprometidos, imóveis deteriorados sem reformas e desvalorizados pela falta de circulação de pessoas”, diz José Armindo, proprietário de um comércio na avenida.
Tanto a comissão organizadora como todos os comerciantes que participaram da manifestação agradecem ao apoio prestado pelas Policias Civil e Militar ajudando a preservar a ordem, evitando que manifestantes mal intencionados pudessem prejudicar a manifestação pacífica.
Reportagem: Antonio Gelfusa. Foto: Antonio Gelfusa.






