terça-feira, 17 de março de 2026

Elas na linha de frente: mulheres do Rede Cozinha Escola unem cuidado e transformação social

“Esse projeto não entrega apenas alimento, entrega respeito, presença e cuidado”, é o que diz a Kaillany Alessandra, 21, colaboradora do Rede Cozinha Escola (RCE). Presente na capital desde 2023, o programa conta com mais de 260 funcionárias, que assim como Kaillany, tem transformado a realidade de suas vidas e de suas comunidades por meio da alimentação. No mês da mulher, a Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento (SESANA), responsável pelo projeto, traz os holofotes para quem atua na linha de frente contra a fome, desigualdade e vulnerabilidade social: as mulheres do RCE.

Em parceria com 65 Organizações da Sociedade Civil (OSC), o programa oferece refeições gratuitas de segunda a sábado, além de garantir emprego e capacitação para quem trabalha nas cozinhas das instituições. Segundo Bruna Tomaz, 39, “fazer parte do RCE significa contribuir diretamente para o bem-estar das pessoas atendidas e para o fortalecimento da comunidade. Ao longo dessa caminhada, enfrentei desafios, mas também conquistei aprendizados importantes, tanto no aspecto profissional quanto pessoal”.

Como uma luz no fim do túnel, o RCE é uma oportunidade para iniciar ou se reestruturar profissionalmente. Atualmente, as mulheres atuantes no programa variam de 18 a 72 anos de idade, sendo que 81,7% delas são mães e têm a chance de melhorar a qualidade de vida de suas famílias, como a Josielia dos Santos, 28, que afirma que com o emprego ela consegue passar mais tempo com os seus filhos, segundo ela “antes de trabalhar no projeto eu passava o dia todo fora de casa, entre trabalho e condução. Hoje eu trabalho do lado de casa, chego bem mais cedo e ainda levo um dos meus filhos comigo para participar”.

Além de impactar diretamente a rotina das famílias atendidas, o programa Rede Cozinha Escola tem se consolidado como uma alternativa de reinserção para mulheres com mais de 60 anos que enfrentam dificuldades no mercado de trabalho. É o caso de Joalice Santiago, de 72 anos, que relata ter enfrentado dificuldades para manter as despesas da casa. Segundo ela, a participação na iniciativa representou uma mudança significativa em sua vida, tanto no aspecto financeiro quanto na recuperação da autoestima e do sentimento de utilidade social.

Hoje, o programa representa para as colaboradoras uma oportunidade de independência financeira, reinserção social e profissional, além de melhoria na qualidade de vida. A Rede Cozinha Escola vai além de uma refeição, o projeto permite que cada prato garanta dignidade, respeito e acolhimento aos atendidos e as mulheres atuam na iniciativa. 

Reportagem: Da redação. Foto: Divulgação.

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