O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta terça-feira, 23, da entrega de um acelerador linear de alta tecnologia ao Hospital Santa Marcelina, em Itaquera. Durante a cerimônia, Lula ressaltou o avanço tecnológico do equipamento, afirmando que a máquina disponibilizada à população é mais moderna do que a utilizada por ele próprio durante as recentes sessões de radioterapia realizadas em Brasília.
Ao discursar, o presidente destacou a importância da ampliação do acesso a tratamentos de alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e mencionou sua experiência pessoal no combate a um câncer de pele diagnosticado neste ano. Lula passou por 15 sessões de radioterapia preventiva após a retirada de uma lesão basocelular e utilizou o caso como exemplo da necessidade de modernização da rede pública de saúde.
O novo acelerador linear permitirá tratamentos oncológicos mais precisos e rápidos, beneficiando milhares de pacientes atendidos pelo SUS. Segundo o governo federal, a iniciativa faz parte do programa “Agora Tem Especialistas”, criado para reduzir filas e ampliar o acesso a procedimentos especializados em todo o país.
Além da unidade paulista, equipamentos semelhantes também serão destinados às cidades de Fortaleza e Sinop, fortalecendo a estrutura de tratamento contra o câncer em diferentes regiões brasileiras.
Durante o evento, o governo federal anunciou ainda a aquisição de 20 aparelhos de ressonância magnética para distribuição nacional e formalizou novos investimentos na área da saúde. As ações incluem o credenciamento do Hospital Santa Marcelina como Hospital de Ensino Nível 1 e a liberação de recursos que, somados, alcançam R$ 166,7 milhões por meio dos programas Agora Tem Especialistas e Novo PAC Saúde.
A cerimônia contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do vice-presidente Geraldo Alckmin e da primeira-dama Janja Lula da Silva. O governo avalia que a modernização da infraestrutura hospitalar poderá ampliar a capacidade de atendimento e reduzir o tempo de espera para pacientes que dependem da rede pública para o tratamento oncológico.
Reportagem: Fernando Aires. Foto: Divulgação.
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