sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Contradições em depoimentos pode mudar investigações sobre idosa atropelada e assassinada na Jerusalém

As investigações sobre a morte de dona Maria Anita da Silva, de 87 anos, atropelada no Tatuapé no dia 30 de março de 2025, ganharam novos desdobramentos que podem aproximar a Polícia Civil da identificação definitiva do motorista responsável pelo crime.

Recentemente, a BMW confirmou que o carro suspeito de ser o veículo que atropelou a idosa estava em circulação pelas ruas do bairro, no dia do ocorrido. E por fim, a confirmação traz à tona contradições nos depoimentos apresentados à polícia, pelo proprietário do veículo e da pessoa que levou o carro ao estacionamento.

De acordo com informações apuradas pela investigação, o proprietário do veículo afirmou inicialmente que não estava na capital paulista no dia do atropelamento e alegou ainda que o carro permanecia guardado em um estacionamento da região. Realmente, o proprietário estava viajando no dia e o próprio hotel onde o mesmo estava hospedado, confirmou a informação.

No entanto, após levantamento de registros, a polícia descobriu que o automóvel só teria dado entrada no local indicado cerca de um mês depois da morte da idosa, o que contradiz diretamente a versão apresentada pelo dono do veículo.

A inconsistência nas informações fez com que a Polícia Civil decidisse aprofundar as oitivas. Tanto o proprietário da BMW quanto o responsável por levar o carro ao estacionamento deverão ser chamados para novos depoimentos nos próximos dias. 

Os investigadores querem entender onde o veículo permaneceu durante o período posterior ao atropelamento e por qual motivo as versões “equivocadas” foram apresentadas oficialmente.

O caso
As investigações já tinham avançado nos últimos meses após perícias técnicas confirmarem que o carro envolvido no atropelamento seria uma BMW X1 azul-marinho, modelo raro identificado por meio de imagens de monitoramento, análises da Polícia Científica e relatos de testemunhas. A investigação também trabalha com a possibilidade de solicitar quebra de sigilo de geolocalização para confrontar a presença dos investigados na região do Tatuapé no horário do crime.

Dona Maria Anita caminhava pela rua Nova Jerusalém, logo após sair da igreja, quando foi violentamente atingida por um veículo em alta velocidade. O motorista fugiu sem prestar socorro. 

Testemunhas relataram que, na ocasião, o condutor chegou a reduzir a velocidade e colocar o rosto para fora do carro após o impacto, mas deixou o local logo em seguida. Tanto que ao manobrar o carro, muitos presentes imaginaram que o mesmo desceria do veículo para prestar socorro. 

A família da vítima acompanha o andamento das investigações e espera que as novas contradições identificadas pela polícia acelerem o desfecho do caso, prevalecendo a justiça.

Reportagem: Fernando Aires. Foto: Divulgação.

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