O prédio em construção que já havia sido alvo de reclamações de moradores da Vila Formosa continua paralisado há 2 anos e sem apresentar sinais de retomada. A situação, além de deixar uma estrutura inacabada no bairro, chama a atenção para as condições do espaço público no entorno da obra.
A obra pertence à Hamid Construtora e no local, a construção permanece cercada por tapumes, que avançam sobre praticamente toda a calçada. Para os pedestres, simplesmente não há espaço para circular, obrigando as pessoas a andar pela rua, com risco de atropelamento.
Procuradas, a Subprefeitura Aricanduva, Formosa e Carrão, não se pronunciou a respeito, nem pela assessoria de comunicação e tão pouco na pessoa do subprefeito Rafael Meira.
A Secretaria Especial de Comunicação, por sua vez, encaminhou a seguinte nota:
“A Subprefeitura Aricanduva informa que a obra localizada na Rua Filhas do Sagrado Coração, nº 301, está embargada desde 1º de julho deste ano. A construtora, além de não possuir o devido alvará de execução, desrespeitou o auto de embargo, por isso foi multada em R$ 5.961,15 no dia 10 de agosto. O local permanece monitorado, novas penalidades serão aplicadas se constatado outro desrespeito ao embargo, e o caso também será encaminhado às autoridades policiais para abertura de inquérito por desobediência. Junto à Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), consta um pedido de Alvará de Aprovação e Execução de Edificação Nova para o imóvel, o qual se encontra em análise”.
Falta de segurança e sinalização
Outro ponto importante já destacado em reportagem anterior, em outubro de 2024, é a ausência de uma placa visível com informações sobre a obra.
Normalmente, esse tipo de identificação permite que moradores e órgãos de fiscalização saibam quem é o responsável pelo empreendimento, qual é o número do alvará, quem é o responsável técnico e quais são os prazos previstos para execução.
Com a obra parada e sem informações aparentes no local, moradores dizem não saber quando a construção será retomada ou qual é a previsão para a conclusão.
Não há bandejas, redes de proteção, enfim, qualquer recurso que impeça os moradores de se machucar gravemente ou mesmo, virem a óbito. Imagine, se alguma parte dessa estrutura se soltar e cair sobre a cabeça de quem passa pela via? Quem será responsabilizado?
Calçada também é motivo de reclamação
A calça é pública e um dos motivos da revolta da comunidade, é que ela não pertence à construtora que faz a obra. O espaço, que deveria garantir a circulação dos pedestres, permanece parcialmente comprometido pelos tapumes.
Como se sabe, uma calçada permite a circulação segura, especialmente de idosos, pessoas com deficiência, usuários de cadeiras de rodas, pessoas com carrinhos de bebê e demais pedestres.
A reportagem está acompanhando a situação há meses e até o momento, a construção permanece sem atividade aparente, cercada por tapumes e sem uma identificação visível da obra.
Contudo, a pergunta que fica é: Não seria melhor que houvesse a demolição da obra, antes que algo pior aconteça?
Reportagem: Fernando Aires. Foto: Divulgação.
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