Governador de São Paulo anuncia construção de 23 quilômetros de ciclovia na margem do rio Tietê.
“Vamos entregar os primeiros 14 km [da ciclovia] em julho do ano que vem”, afirmou o governador Geraldo Alckmin, que destacou também que o Estado vai recompor a mata nativa da região. “Já entregamos o Jardim Metropolitano. Vamos ter a remoção de mil famílias que estão à beira do rio, em área de risco. Vão ter moradia segura, digna, e vamos recompor a várzea do Tietê.”
O trecho, que receberá investimentos de R$ 35,5 milhões do Governo do Estado de São Paulo, faz parte da primeira etapa do projeto Parque Várzeas do Tietê, que demandará 24 meses. A ciclovia terá 3 metros de largura e, a Via Parque, 7 metros de largura. O conjunto ligará a Barragem da Penha ao futuro núcleo de lazer Any Jaci e será implantado próximo à divisa dos dois municípios.
O maior parque linear do mundo – Com 75 km de extensão e 107 km² de área, o Parque Várzeas do Tietê será o maior parque linear do mundo. Implantado ao longo do rio Tietê, unindo o Parque Ecológico do Tietê (localizado na Penha) e o Parque Nascentes do Tietê (localizado em Salesópolis), o projeto foi apresentado pelo DAEE em 20 de julho de 2010 e teve início em 2011.
O empreendimento, com investimento total de R$ 1,7 bilhão, beneficiará diretamente 3 milhões de pessoas da zona leste da capital e indiretamente toda a população da Região Metropolitana de São Paulo. Além disso, levará mais qualidade de vida à população dos municípios de São Paulo, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Poá, Suzano,Mogidas Cruzes, Biritiba Mirim e Salesópolis.
O principal objetivo do programa é recuperar e proteger a função das várzeas do rio, além de funcionar como um regulador de enchentes, salvando vidas e o patrimônio das pessoas. Ao mesmo tempo, o Projeto Parque Várzeas do Tietê contempla uma gigantesca área de lazer para a população:
– 33 núcleos de lazer, esportes e cultura;
– 77 campos de futebol;
– 129 quadras poliesportivas;
– 7 polos de turismo;
– ciclovia com 230 km de extensão;
– recomposição de mata ciliar, equivalente a 360 campos de futebol;
– construção de 230 km de Via Parque, para acesso de carro a todos os núcleos;
– passeios arborizados;
– controle de enchentes, que vai beneficiar toda a população ao longo das marginais do Tietê;
– reordenação da ocupação das margens;
– recuperação e preservação do meio ambiente;
– despoluição de córregos;
– redução de 3.800 milhões m3 em perdas de água;
– manutenção e preservação das várzeas do Tietê;
– 3 milhões de pessoas diretamente envolvidas.
Ações de manutenção e preservação das várzeas
O Governo do Estado atuará em conjunto nas ações de preservação e manutenção da várzea, incluindo fiscalização e demais medidas para evitar novas ocupações irregulares. Outra medida muito importante para a implementação do parque é a remoção das famílias que ocupam as APAs (Áreas de Preservação Ambiental), a cargo dos órgãos habitacionais do Estado e da Prefeitura, proporcionando mais qualidade de vida à todos.
A primeira etapa do Várzeas do Tietê acontecerá em 25 quilômetros de extensão às margens do rio Tietê, da barragem da Penha até a divisa com a cidade de Itaquaquecetuba, contemplando os municípios de São Paulo e Guarulhos. A conclusão dessa etapa está prevista para 2016. O investimento será de US$ 199,8 milhões (R$ 349,7 milhões), sendo 42% do Estado de São Paulo, equivalente a US$ 84,1 milhões (R$ 147,2 milhões) e 58% financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), US$ 115,7 milhões (R$ 202,4 milhões), com prazo de carência de cinco anos e amortização em até 20 anos.
Nesse período, a população receberá 18 quadras poliesportivas, sete campos de futebol, cinco centros de educação ambiental, cinco academias para a Melhor Idade, quatro bibliotecas, quatro telecentros, nove playgrounds.
Vale ressaltar que, desde 2009, o Governo do Estado já vêm realizando investimentos que também compõem o programa Parque Várzeas do Tietê. Dos 48 km de via parque (que possibilita acesso de carro aos núcleos) e ciclovia previstos no projeto na primeira etapa, por exemplo, 15km já foram entregues e 60 mil mudas foram plantadas como compensação ambiental pelas obras de ampliação da marginal do Tietê (a previsão é de um total de 120 mil mudas). Ainda, dois núcleos de lazer também estão funcionando, dos quais um no PET (Parque Ecológico do Tietê), inaugurado na década de 80, e outro no Parque do Jacuí, inaugurado em 2010.
A segunda etapa, com 11,3 quilômetros, abrange a várzea do rio em Itaquaquecetuba, Poá e Suzano, com previsão de término em 2018. Já a terceira etapa – trecho de 38,7km, que vai de Suzano até a nascente do Tietê, em Salesópolis – deverá ficar pronta em 2020. Nessa parte final também estão os municípios de Mogi das Cruzes e Biritiba Mirim.
Para se ter uma ideia da dimensão do parque, pode-se comparar a área da recomposição da mata ciliar com o equivalente a 380 campos de futebol ou 3,8 milhões de metros quadrados.
Para a sustentabilidade ambiental e econômica do parque, serão criadas unidades de conservação e desenvolvidas ações educativas. O empreendimento terá estrutura de lazer, ao mesmo tempo em que vai recuperar e preservar a várzea natural do rio, além de reduzir os riscos de enchente na região metropolitana de São Paulo. Ao todo, se somarão 33 núcleos de lazer, cultura e esporte, 230 quilômetros de ciclovia e Via Parque, os 77 campos de futebol e 129 quadras poliesportivas. A ocupação das margens será reordenada com a transferência de famílias de áreas de risco para moradias dignas e seguras.
Nas várzeas do Alto do Tietê serão formadas grandes piscinas naturais, que amortecerão as cheias e serão fundamentais para complementar o efeito das obras de aprofundamento da calha do Tietê (41 quilômetros) desde a Barragem da Penha até a Usina Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba, além das constantes obras de desassoreamento.
Reportagem: Assessoria de imprensa. Foto: Divulgação.






