A evolução da malha de transportes na região leste é necessária. E este assunto volta a tona toda vez que algum ensaio de mudança no tema aparece.
O prefeito Fernando Haddad, que tem experimentado novos corredores de ônibus na cidade, tem acertado em suas pretensões.
De fato, criar corredores em pontos específicos aceleram o fluxo na chegada e na saída de pessoas, principalmente nos horários de pico.
Se vai dar certo ou não, ainda é cedo para afirmar. A questão é que se trata de um acerto muito grande tentar e buscar alternativas para melhorar o trânsito de São Paulo.
A gestão passada da prefeitura teve acertos pontuais em algumas áreas. E por mais que aquela gestão investiu de maneira intensa no metrô – investimentos esses que serão absorvidos somente em longo prazo –, faltou pensar em políticas públicas de transporte em curto prazo.
Corredores estratégicos e expressos de ônibus ligando regiões extremas são possibilidades para tentativas em resolver a alta demanda no transporte.Isso ajudaria e muito com que trabalhadores não ficassem mais de 2 a 3 horas dentro de um ônibus, por exemplo.
Soluções pontuais podem reduzir este cenário até pela metade em curto e médio prazos.
Aliás, no último debate dos candidatos a prefeitura de São Paulo, um dos temas discutidos com intensidade foram as tarifas, o serviço e, principalmente, o tempo gasto e falta de opções rápidas para o tráfego das linhas de ônibus.
Se por um lado prefeitura e governo tomaram atitudes erradas em propor reajuste na tarifa meses atrás – mesmo sabendo que estava dentro do esperado pela inflação –, por outro lado é possível observar que algo está sendo feito para desafogar áreas críticas na zona oeste, sul, norte e leste.
Em nossa região, há projetos que ainda não saíram do papel. Revitalização e construção de corredores como na Av. Celso Garcia, Av. Líder, Av. Itaquera, entre outros pontos.
A chegada de estações de metrô nos próximos anos [veja matéria na página 7] deve auxiliar na locomoção da população local. Porém, sua construção deve atrapalhar ainda mais o trânsito nos bairros de Água Rasa, Anália Franco, Vila Formosa, Vila Carrão, Aricanduva e Penha.
É preciso criar rotas de tráfego alternativas. Repensar horários de entrada e saída de alunos de escolas públicas e particulares que geram problemas de fluxo e organização nas ruas dos bairros, também é preciso.
Também é necessário rever rotas de ônibus e micro-ônibus em regiões específicas.
Muitas das linhas podem contar com alterações pontuais, de ruas ou avenidas, que poderiam permitir maior fluidez. Por exemplo, muitas vezes um determinado ônibus não comporta trafegar por uma rua mais estreita. Quando dois ônibus ou um caminhão se encontram, o problema fica enorme. Se isso ocorrer no horário de pico então, nem se fala.
As vezes a mudança de rota de uma rua para cima ou para baixo deixa o trânsito mais adequado à realidade local.
E para que essas evoluções aconteçam é preciso ainda mais da participação da sociedade e das comunidades locais nas discussões sobre o transporte regional.
Quanto mais próximo o poder público for das pessoas e vice-versa, melhor será o aproveitamento e aprimoramento das ideias que precisam dar certo.
Vamos torcer e cobrar para que isso ocorra nos próximos anos. Tanto na prefeitura, como no governo do estado.






