O grande surto de dengue que se apresenta nos arredores da Vila Carrão e Vila Formosa mostra o quão distante o poder público continua de nossa sociedade.
Muitas vezes, nos casos de campanhas contra o mosquito da dengue, amplamente divulgadas pela mídia, a responsabilidade pelo combate ao mosquito é compartilhada e até transmitida ao cidadão comum, como se somente o mesmo tivesse a responsabilidade de averiguar e combater o mosquito nas dependências de sua casa.
Algum tempo atrás era normal você ver agentes de saúde fazendo inspeções nos bairros acima citados, de casa em casa, comércio em comércio, com o objetivo de encontrar possíveis focos e também orientar e ensinar as práticas adequadas para evitar proliferação do aedes aegypti, nome científico do mosquito.
Entretanto, nos últimos anos, estas ações foram mais que tímidas, foram praticamente inexistentes, diante do aumento da população, dos bairros, dos prédios, de casas e também comércios construídos e instalados.
Em reportagem recente do SPTV da Rede Globo, foi apresentado que mais de 40 moradores no entorno do Cemitério de Vila Formosa estavam com dengue, mais ou menos no mesmo pedaço próximo ao muro que faz divisa com a Vila Carrão.
Não sabendo de onde poderiam ocorrer tantos casos com essa proporção gigantesca, analisaram, na matéria apresentada, as condições lamentáveis que se encontrava parte do cemitério, que em alguns lugares, propicia a alta proliferação do mosquito.
Não é de hoje que o cemitério de Vila Formosa, o maior da América Latina, já foi destaque em jornais por não ser administrado com o profissionalismo necessário.
No ano de 2000, por exemplo, uma matéria do SP Jornal sobre ossos que estavam jogados pelas ruas, além de tumbas mal conservadas, levou o Fantástico, programa da Rede Globo, a falar sobre o assunto e apresentar matéria diante do exposto.
E quanto aos administradores? Nesta hora o que se espera do Conselho de Saúde dos bairros, da Subprefeitura da região, da Prefeitura da cidade e do Governo do Estado é uma ação coerente.
Estas autoridades competentes precisam se pronunciar!
As campanhas de combate ao mosquito da dengue ensinando que não se pode deixar água parada, que se deve colocar areia em vaso de plantas entre outras ações, todos nós, já estamos cansados de ver e ouvir.
O que precisamos neste momento é mais ação do poder público e respeito com a saúde das pessoas que pagam seus impostos em dia e exigem que os políticos façam seu trabalho de maneira intensa e mais profissional.






