Medidas previstas para a saúde na região não levam em consideração o contingente populacional da área.
Os bairros das Prefeituras Regionais Sapopemba e de São Mateus tiveram as suas demandas na área da saúde reduzidas no Plano de Metas da cidade.
O documento foi entregue pelo prefeito João Doria à Câmara Municipal na semana passada com as prioridades até o fim do seu mandato em 2020. Trata-se de um repertório de compromissos em vários eixos temáticos e com obrigação prevista na Lei Orgânica do Município desde 2008.
Para a meta de ampliação de 100 novas equipes do Programa Saúde da Família na cidade, Sapopemba receberá apenas uma, enquanto São Mateus tem previsão de quatro.
Dos 700 médicos que a gestão vai contratar para atuarem na Rede de Atenção Básica, Sapopemba será contemplada com 15 e São Mateus com 25.
Para os 33 novos Núcleos de Apoio à Estratégia da Família (Nasf) a serem ampliados, os bairros das duas prefeituras regionais vão ganhar apenas um em cada. Já para as 100 equipes de Saúde Bucal a serem contratadas, Sapopemba terá três e São Mateus duas.
O dado mais preocupante, porém, é a meta de expansão de 14 Unidades Básicas de Saúde (UBS) a serem implantadas na cidade nos próximos três anos. A região de São Mateus não receberá nenhuma obra e Sapopemba tem a promessa de única construção, justamente a do Promorar cujo prédio já foi entregue pela gestão anterior. Essa UBS aguarda apenas a instalação de mobília e de profissionais para funcionar.
Já na meta de reforma ou readequação das 150 UBSs que terão esse serviço na cidade, Sapopemba receberá a melhoria em apenas uma unidade e São Mateus em nove.
Para as 19 instituições de Longa Permanência para Idosos a ser criado na cidade, Sapopemba tem previsão de uma e São Mateus, nada.
De acordo com o IBGE, a Prefeitura Regional Sapopemba possui 284 mil habitantes. Enquanto a Prefeitura Regional São Mateus são 426 mil. Para a vereadora Juliana Cardoso, esse contingente populacional da região não foi levado em conta nas prioridades do plano de metas.
“Para o prefeito prevalece a visão do estado mínimo em detrimento do estado como protetor do cidadão e fomentador de desenvolvimento econômico e, sobretudo, social”, comenta a vereadora.
Na Câmara, o plano ficará à disposição dos cidadãos, dos vereadores e das comissões para fiscalizar o cumprimento das metas. “Para a população da região, porém, só resta o caminho de se organizar e pressionar para fazer valer as suas justas reivindicações, mas esquecidas nesta gestão”, sugere a vereadora.
Reportagem: Da redação. Foto: Divulgação.






