O Ministério Público de São Paulo determinou o retorno à Polícia Civil de um inquérito em tramitação na 1ª Vara Criminal do Tatuapé para a realização de novas diligências. A manifestação foi assinada pela promotora de Justiça Andrea Maria Coelho Berti Rollo, da Promotoria de Justiça Criminal do Tatuapé, em 2 de setembro.
Entre as providências solicitadas está a certificação do resultado das diligências realizadas para localizar e ouvir um suspeito, citado no depoimento do proprietário de um dos suposto veículo no dia do atropelamento. O nome consta de notificações já juntadas aos autos.
A Promotoria também solicitou que a autoridade policial informe quais dos veículos mencionados anteriormente no processo já passaram por perícia. Caso existam veículos ainda não periciados, o Ministério Público requereu que sejam realizadas as perícias necessárias.
A decisão ocorre uma semana depois de a Polícia Civil encerrar a investigação antes que todas as medidas necessárias fossem cumpridas.
Diante da situação, o advogado João Raposo, que representa a família da vítima, apresentou uma petição ao Ministério Público de São Paulo pedindo a continuidade das investigações. O objetivo é que o órgão avalie as diligências que ainda precisam ser realizadas e, se entender necessário, determinar que a Polícia Civil prossiga com a apuração.
O caso
Maria Anita morreu depois de ser atingida por um veículo na rua Nova Jerusalém, na altura do número 171, por volta das 20h10 de um domingo. Ela saia de uma igreja quando foi atropelada. O motorista, segundo testemunhas, percebeu o que havia acontecido, fez uma manobra e deixou o local sem prestar socorro. A vítima foi encaminhada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
As imagens obtidas inicialmente pela investigação registraram o momento do atropelamento, porém, não apresentavam qualidade suficiente para identificar com precisão a placa ou o rosto do condutor. A partir de imagens de outras câmeras, depoimentos e análises técnicas, a polícia conseguiu chegar ao modelo do veículo: uma BMW X1 azul-marinho.
A decisão do Ministério Público demonstra que, antes do prosseguimento da investigação, a Promotoria considera necessárias novas informações para esclarecer pontos ainda pendentes nos autos, tanto em relação à localização e oitiva de uma pessoa mencionada em depoimento quanto à realização ou confirmação de perícias envolvendo veículos.
Reportagem: Fernando Aires. Foto: Divulgação.
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