O Jornal do Tatuapé conversou com Guilherme Gonzales, presidente do Conseg Tatuapé, confira abaixo:
Qual é hoje o papel do CONSEG Tatuapé e como ele atua junto aos moradores, às polícias e à Prefeitura?
O Conseg é um órgão de intermediação entre a população, as forças de segurança e a prefeitura. Encaminhamos as demandas dos moradores via ofícios para a Polícia Militar, Polícia Civil, GCM, Subprefeitura e CET. Somos voluntários eleitos pela comunidade para mandatos de dois anos. Assumimos em maio do ano passado e ficamos até abril do próximo ano.
Quais são atualmente as principais demandas de segurança na região?
As principais queixas envolvem perturbação do sossego por bares, restaurantes e aglomerações com som alto. Outra demanda recorrente são os roubos e furtos de celulares e objetos de valor, como alianças e correntes, praticados por jovens em bicicletas ou motos.
Quais melhorias você destacaria desde que assumiu a presidência?
O diálogo frequente com os órgãos públicos gerou grandes avanços. Trouxemos às reuniões o Secretário de Segurança Pública do município, a equipe do app 156 e palestrantes da Delegacia da Mulher. Expandimos as câmeras do Smart Sampa, solicitamos operações delegadas e realizamos ações de zeladoria que impactam a segurança, como iluminação de ruas e praças e intervenções no trânsito com a CET. Uma praça perto do Metrô Tatuapé, que sofria com tráfico de drogas, teve prisões após nossas denúncias.
Até onde vai a atuação do CONSEG em questões urbanas como iluminação e zeladoria?
Tudo que se relaciona direta ou indiretamente com segurança deve ser tratado no Conselho. Uma praça limpa e bem iluminada deixa de ser um ponto vulnerável ao crime. Zeladoria e segurança caminham juntas.
Quais ações estão planejadas para os próximos meses?
Nossa prioridade, em conjunto com outros Consegs da Subprefeitura da Mooca, é trazer a base da GCM para dentro do nosso território. Hoje, a inspetoria regional fica no Parque Dom Pedro, o que gera grande atraso no atendimento do Tatuapé durante horários de pico. Também buscamos ampliar o número de câmeras do Smart Sampa e Muralha Paulista, além de mais operações delegadas da PM, especialmente no entorno do metrô.
Quais são os maiores desafios para a segurança do bairro?
O principal gargalo é a legislação branda. Criminosos presos por roubo de celular ou correntinhas são soltos rapidamente. Policiais e delegados relatam prender os mesmos indivíduos várias vezes na região.
Como tem sido a participação da comunidade?
Conseguimos trazer o público de volta. Temos um grupo assíduo que traz demandas e cobra retorno. É fundamental que mais pessoas conheçam e frequentem o Conseg, pois a presença maciça fortalece nossas cobranças.
O que o motivou a assumir esse trabalho voluntário?
Moro e trabalho aqui há quase 30 anos como professor de Educação Física. Queria agir em vez de apenas reclamar em redes sociais. Decidi me candidatar para participar ativamente das melhorias do bairro. Hoje vejo é possível observar, nas reuniões, que todos têm acesso direto, durante duas horas, a delegados, comandantes da PM, representantes da GCM, Subprefeitura e CET. É uma oportunidade única para expor problemas e cobrar soluções diretamente das autoridades.
Entrevista: Fernando Aires. Foto: Divulgação.
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