quinta-feira, 7 de maio de 2026

Mais 23km de ciclovia em São Paulo

Governador de São Paulo anuncia construção de 23 quilômetros de ciclovia na margem do rio Tietê.

“Vamos entregar os primeiros 14 km [da ciclovia] em julho do ano que vem”, afirmou o governador Geraldo Alckmin, que destacou também que o Estado vai recompor a mata nativa da região. “Já entregamos o Jardim Metropolitano. Vamos ter a remoção de mil famílias que estão à beira do rio, em área de risco. Vão ter moradia segura, digna, e vamos recompor a várzea do Tietê.”

O trecho, que receberá investimentos de R$ 35,5 milhões do Governo do Estado de São Paulo, faz parte da primeira etapa do projeto Parque Várzeas do Tietê, que demandará 24 meses. A ciclovia terá 3 metros de largura e, a Via Parque, 7 metros de largura. O conjunto ligará a Barragem da Penha ao futuro núcleo de lazer Any Jaci e será implantado próximo à divisa dos dois municípios.

O maior parque linear do mundo – Com 75 km de extensão e 107 km² de área, o Parque Várzeas do Tietê será o maior parque linear do mundo. Implantado ao longo do rio Tietê, unindo o Parque Ecológico do Tietê (localizado na Penha) e o Parque Nascentes do Tietê (localizado em Salesópolis), o projeto foi apresentado pelo DAEE em 20 de julho de 2010 e teve início em 2011.

O empreendimento, com investimento total de R$ 1,7 bilhão, beneficiará diretamente 3 milhões de pessoas da zona leste da capital e indiretamente toda a população da Região Metropolitana de São Paulo. Além disso, levará mais qualidade de vida à população dos municípios de São Paulo, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Poá, Suzano,Mogidas Cruzes, Biritiba Mirim e Salesópolis.

O principal objetivo do programa é recuperar e proteger a função das várzeas do rio, além de funcionar como um regulador de enchentes, salvando vidas e o patrimônio das pessoas. Ao mesmo tempo, o Projeto Parque Várzeas do Tietê contempla uma gigantesca área de lazer para a população:

– 33 núcleos de lazer, esportes e cultura;
– 77 campos de futebol;
– 129 quadras poliesportivas;
– 7 polos de turismo;
– ciclovia com 230 km de extensão;
– recomposição de mata ciliar, equivalente a 360 campos de futebol;
– construção de 230 km de Via Parque, para acesso de carro a todos os núcleos;
– passeios arborizados;
– controle de enchentes, que vai beneficiar toda a população ao longo das marginais do Tietê;
– reordenação da ocupação das margens;
– recuperação e preservação do meio ambiente;
– despoluição de córregos;
– redução de 3.800 milhões m3 em perdas de água;
– manutenção e preservação das várzeas do Tietê;
– 3 milhões de pessoas diretamente envolvidas.

Ações de manutenção e preservação das várzeas
O Governo do Estado atuará em conjunto nas ações de preservação e manutenção da várzea, incluindo fiscalização e demais medidas para evitar novas ocupações irregulares. Outra medida muito importante para a implementação do parque é a remoção das famílias que ocupam as APAs (Áreas de Preservação Ambiental), a cargo dos órgãos habitacionais do Estado e da Prefeitura, proporcionando mais qualidade de vida à todos.

A primeira etapa do Várzeas do Tietê acontecerá em 25 quilômetros de extensão às margens do rio Tietê, da barragem da Penha até a divisa com a cidade de Itaquaquecetuba, contemplando os municípios de São Paulo e Guarulhos. A conclusão dessa etapa está prevista para 2016. O investimento será de US$ 199,8 milhões (R$ 349,7 milhões), sendo 42% do Estado de São Paulo, equivalente a US$ 84,1 milhões (R$ 147,2 milhões) e 58% financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), US$ 115,7 milhões (R$ 202,4 milhões), com prazo de carência de cinco anos e amortização em até 20 anos.

Nesse período, a população receberá 18 quadras poliesportivas, sete campos de futebol, cinco centros de educação ambiental, cinco academias para a Melhor Idade, quatro bibliotecas, quatro telecentros, nove playgrounds.

Vale ressaltar que, desde 2009, o Governo do Estado já vêm realizando investimentos que também compõem o programa Parque Várzeas do Tietê. Dos 48 km de via parque (que possibilita acesso de carro aos núcleos) e ciclovia previstos no projeto na primeira etapa, por exemplo, 15km já foram entregues e 60 mil mudas foram plantadas como compensação ambiental pelas obras de ampliação da marginal do Tietê (a previsão é de um total de 120 mil mudas). Ainda, dois núcleos de lazer também estão funcionando, dos quais um no PET (Parque Ecológico do Tietê), inaugurado na década de 80, e outro no Parque do Jacuí, inaugurado em 2010.

A segunda etapa, com 11,3 quilômetros, abrange a várzea do rio em Itaquaquecetuba, Poá e Suzano, com previsão de término em 2018. Já a terceira etapa – trecho de 38,7km, que vai de Suzano até a nascente do Tietê, em Salesópolis – deverá ficar pronta em 2020. Nessa parte final também estão os municípios de Mogi das Cruzes e Biritiba Mirim.

Para se ter uma ideia da dimensão do parque, pode-se comparar a área da recomposição da mata ciliar com o equivalente a 380 campos de futebol ou 3,8 milhões de metros quadrados.

Para a sustentabilidade ambiental e econômica do parque, serão criadas unidades de conservação e desenvolvidas ações educativas. O empreendimento terá estrutura de lazer, ao mesmo tempo em que vai recuperar e preservar a várzea natural do rio, além de reduzir os riscos de enchente na região metropolitana de São Paulo. Ao todo, se somarão 33 núcleos de lazer, cultura e esporte, 230 quilômetros de ciclovia e Via Parque, os 77 campos de futebol e 129 quadras poliesportivas. A ocupação das margens será reordenada com a transferência de famílias de áreas de risco para moradias dignas e seguras.

Nas várzeas do Alto do Tietê serão formadas grandes piscinas naturais, que amortecerão as cheias e serão fundamentais para complementar o efeito das obras de aprofundamento da calha do Tietê (41 quilômetros) desde a Barragem da Penha até a Usina Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba, além das constantes obras de desassoreamento.

Reportagem: Assessoria de imprensa. Foto: Divulgação.

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