O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) declarou nesta segunda-feira (29) que o governo brasileiro encara com otimismo a perspectiva de um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Alckmin, ainda não foram definidos data, formato ou local para a reunião, mas ele ressaltou que este encontro representa “um passo importante para que possamos avançar”.
Alckmin destacou que o Brasil e os EUA têm uma relação de “201 anos de parceria e amizade”. Ele lembrou que, recentemente, os EUA adotaram uma Ordem Executiva que eliminou tarifas sobre produtos como celulose, ferro e níquel, e expressou a expectativa de que novos avanços possam surgir a partir do eventual encontro.
Segundo ele, o Brasil apresenta argumentos favoráveis no contexto comercial: apontou que os Estados Unidos têm déficit em suas relações globais, mas superávit com o Brasil, e que o mercado brasileiro impõe tarifas de apenas 2,7 % para produtos americanos. Ele também mencionou que, até o momento, as exportações dos EUA ao Brasil registraram crescimento de 11 % em relação ao ano anterior.
É uma relação de ganha-ganha”, afirmou Alckmin, acrescentando que espera uma conversa produtiva entre Lula e Trump, capaz de “destravar” novos passos diplomáticos e econômicos.
O vice-presidente lembrou ainda que, durante a Assembleia Geral da ONU, Trump comentou ter tido um breve encontro com Lula — que ele descreveu como “um abraço” durante um momento em que ambos caminhavam — e que os dois concordaram em se reunir oficialmente posteriormente. Ele qualificou o encontro informal entre os dois como marcado por “excelente química”.
Por outro lado, Trump também aproveitou para criticar a situação interna do Brasil, citando alegadas interferências no Judiciário, censura e corrupção, e disse que o país só poderia melhorar se colaborasse mais com os EUA.
Reportagem: Da redação. Foto: Divulgação.
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